PASSEIOS DE BIKE

 

 

Nesta área, a primeira que a esquadra de Pedro Álvares Cabral avistou quando descobriu o Brasil, a paisagem praticamente não mudou nos últimos 500 anos. A Mata Atlântica ainda pinta de verde a planície e as encostas, sobretudo dentro da área de três Parques Nacionais transformados pela Unesco em Patrimônio Natural da Humanidade. Desses, o mais preparado para receber turistas é o Parque Nacional do Monte Pascoal. Dá até para subir ao topo daquele que foi o primeiro morro avistado pela tripulação de Cabral.

Mas o que a maioria dos viajantes procura aqui é justamente o lugar de onde os portugueses vieram, ou seja, o mar. Embora Porto Seguro tenha se tornado um destino bem movimentado, ele é a porta de entrada para praias charmosas e sossegadas como Caraíva - onde a energia elétrica foi aceita com parcimônia e não há fios expostos - e a Praia do Espelho, uma das mais bonitas do Brasil. O principal programa nesses trechos de areia é fazer caminhadas ou pedalar de bicicleta na maré seca. Na água, está a maior concentração no país de recifes de corais próximos à costa, perfeitos para serem descobertos com um snorkel.
Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil no ano de 1500 em um dos mais belos litorais já vistos e instantaneamente se encantou com as belezas que viu. Agora, 514 anos após essa descoberta, o trecho do litoral nordestino onde nosso país foi descoberto continua a ser um dos lugares mais belos para se pedalar no nosso país. Com um percurso de cerca de 138 km pelo sul da Bahia, o trajeto vai da cidade de Prado até Arraial d'Ajuda, o trajeto conta com pedaladas por rios e falésias em meio a coqueirais, travessias e mergulhos entre uma pedalada e outra.

Trajeto:
Localização:

Prado à Porto Seguro no Sul da Bahia, Brasil.


Duração
Quatro días pedalando 135km

Programa

1º Dia
Chegada de avião à cidade de Teixeira de Freitas as 14:10hs. Companhia aérea Azul.
Voos partem de Confins(MG): Domingo, segunda, terça, quarta, quinta e sexta as 12:34 hs. Não há vôos aos sábados.
Desembarcando no aeroporto de Teixeira de Freitas, já hávera uma Van a espera, para conduzir os bikers até a cidade de Prado, distante a 78 km. Uma média de 50 minutoso percurso.
Hospedagem em Prado, com café da manhã incluso.
No dia da partida, o almoço também já estará incluso no pacote.
Partimos as 14 hs do dia seguinte de Prado rumo a Cumuruxatiba
35 km - fácil
A pedalada pelas praias do descobrimento começa no município de Prado, no extremo sul da Costa do Descobrimento, onde as caravelas portuguesas se aproximaram pela primeira vez das novas terras . A Vila de Cumuruxatiba, 33 quilômetros ao Norte de Prado e é uma pedalada tão puxada quanto bela. O caminho é todo feito pela estrada de terra que beira a praia, sempre por cima das falésias. A todo instante alternando subidas e descidas e uma paisagem de um mar azul deslumbrante. Na Praia Viçosa, um capricho extra da natureza: um banco de areia branca encimando a falésia. Já na praia do Tororão uma pequena cascata de água doce cai diretamente na praia convidando os ciclistas a um banho refrescante. A partir daí a estrada se afasta do litoral deixando o trecho mais difícil devido ao calor intenso, pois enquanto estamos pedalando ao lado da praia a todo instante uma agradável brisa nos acompanha. Durante o caminho encontraremos alguns bares pelo caminho onde encontramos desde uma tradicional água de coco a um gelado refrigerante.
A Vila de Cumuruxatiba é bastante agradável, uma região paradisíaca de praias semidesertas, enfeitadas por falésias coloridas, bem pequenina e bastante tranqüila.
Parada em Cumuruxatiba. Dormiremos em pousada, com café da manhã

2º Dia

Cumuruxatiba a Corumbau
28 km - média dificuldade p/ fácil
Parte do trecho entre Cumuruxatiba a Corumbau estará pedalando pela praia, onde durante toda viagem precisamos estar atento com o movimento das marés, o ideal é antes de começar a pedalar verificar o horário da maré baixa com algum pescador local. Durante a maré baixa é possível pedalar tranqüilamente pela areia, que fica mais dura. O ideal é nos trechos de praia murchar o pneu.
Este é o mais longo trecho pela praia, realizado em um único dia, 26 km até a Vila de Corumbau. À direita avista-se o imenso mar azul. À esquerda, uma paisagem de coqueiros, mangues e falésias.
As falésias são um espetáculo grandioso. Em tons avermelhados, formam paredões de até 20 metros de altura e que refletem o brilho do sol em cores vivas. Cinco quilômetros de pedaladas pela praia chegamos de frente a uma falésia, desta vez elevando-se como um morrão bem acima do nível do mar. A única maneira é escalar pelo caminho demarcado facilmente identificado. Lá em cima é o momento de aproveitar a bela vista do horizonte marinho e observar a vegetação. Existem dezenas de flores coloridas, entre as quais um tipo de orquídea com minúsculas flores rosas. Seguimos pela trilha em seguida chegamos a uma estrada. A estrada termina na porteira de uma fazenda onde atravessamos e chegamos lá embaixo na Praia do Moreira, com uma pequena e aconchegante enseada em forma de meia-lua, mas de praia bem pedregosa. No alto do morro, tendo o mar à direita, é possível observar o Monte Pascoal à esquerda. É a única oportunidade de ver este que foi o primeiro pedaço do Brasil a ser avistado pela esquadra de Cabral, num ensolarado Domingo de Páscoa. Diz a História que Cabral avistou o Monte Pascoal quando as naus estavam na altura das praias de Prado - mais exatamente, próximas à foz do Rio Caí.
De volta à praia, a foz do Rio Caí é um dos pontos mais bonitos da pedalada - e também um dos pontos de maior importância histórica. Foi nesse lugar que o português Nicolau Coelho desembarcou no dia 23 de abril de 1500 e fez o primeiro contato com os índios pataxós. As naus ficaram em alto-mar, enquanto Coelho, a mando de Cabral, seguiu em um pequeno barco até a praia.
Se a maré estiver alta, é necessário pegar uma carona num barco dos pescadores vizinhos para atravessar o Rio Caí. Logo após o Rio, uma cruz simboliza o descobrimento do Brasil. Seguindo em frente saímos novamente da praia, uns cinco quilômetros depois, quando a praia ficar novamente obstruída. Observe um pouco antes das pedras um caminho por trilha por cima das falésias, um dos trechos mais bonitos do passeio.
De volta a praias seguimos pedalando tranqüilamente até a Ponta de Corumbau.
Há duas versões para o significado de Corumbau, em tupi. Para alguns, a palavra quer dizer "longe de tudo". Para outros, "fim do mundo". De fato, ao se avistar essa ponta de areia (que chega a Ter mais de um quilômetro, na maré baixa) tem se a ilusão de que não existe mais nada no planeta além dela. Só o céu. O vilarejo é o menor da Rota do Descobrimento, um dos mais simples e sem luz elétrica, mas de beleza deslumbrante.
Parada em Corumbau. Dormiremos em pousada, com café da manhã


3º Dia

Corumbau a Caraíva
19 km - difícil
Pela Manhã saímos para um mergulho nos corais (opcional). Por volta de 13 horas seguimos de bicicleta em direção a Caraíva. Atravessamos Rio Corumbau com as Bikes na maré seca. Onde a beira do rio , criança indígenas oferecem aos viajantes colares de conchas e artesanato. Devido à areia fofa e bem inclinada este é o trecho mais difícil de toda a rota, recomendamos que os pneus estejam bem murchos, ou o jeito é caminhar até a Aldeia Pataxós, distante cinco quilômetros dali, ou seguir de barco para quem preferir. A entrada da aldeia é facilmente identificada na praia com uma cabana e uma casa ao fundo. Neste trecho fica a faixa da praia do Parque Nacional do Monte Pascoal, mas também a área indígena Barra Velha.
A partir da Aldeia de índios seguimos por uma estrada paralela a praia, que liga os habitantes locais até o Monte Pascoal. A partir da aldeia seguimos Pedalando até ao Rio Caraíva por uma estradinha de terra toda plana. Lá um barco levará o grupo para nosso destino. As bicicletas seguem em uma carroça.
Nascida de um agrupamento de índios e escravos há cerca de 100 anos, o rústico vilarejo de Caraíva ainda conserva o ar simples e ribeirinho do passado, de poucas ruas, todas cobertas de areia e também sem luz elétrica. Outrora, Caraíva foi um dos principais centros de extração e escoamento de madeira, hoje bastante raro na região. Seus habitantes, vivem basicamente da pesca, embora já existam ali pousadas e bares para os aventureiros, com direito até ao forró.
Parada em Caraíva. Dormiremos em pousada, com café da manhã

4º Dia

Caraíva a Arraial d'Ajuda
53 km - Médio
Saímos as 8hs e para iniciar a pedalada até Arraial d'Ajuda, atravessamos de canoa o Rio Caraíva, até a praia, do outro lado e seguimos em frente, pedalando pela praia, cinco quilômetros depois a praia termina em uma falésia, onde desviamos à esquerda por cima dela e seguimos por uma trilha. Passamos por um mirante natural onde observamos o mar e a linda paisagem. Logo em seguida chegamos a Coruípe, na praia do espelho, considerada uma das dez praias mais bonitas do Brasil, talvez um dos pontos mais bonitos da viagem.
Seguindo em direção a Trancoso, este é o dia com a maior variação de terrenos onde estaremos pedalando: praia, estrada, single tracks. Após a praia do espelho observamos no alto do morro magníficas construções, chamadas de "bangalôs", que pertencem ao Condomínio Outeiro das Brisas. A partir daí seguimos sob os coqueiros que segue paralelo à praia. O caminho é maravilhoso, com uma vegetação intensa de mata atlântica, a trilha parece até que foi feito para as mountain bikes, um paraíso. O que chama a atenção é o show da rica vegetação entre elas as bromélias com suas flores e frutos coloridos. Após várias porteiras a trilha chega a uma estrada de areia branca e nos trechos de lama bem preta. Neste trecho estaremos atravessando diversas fazendas de búfalos. Seguimos à estrada sempre em direção norte, a praia apesar de não estar visível, estará sempre a nossa direita. A estrada de areia branca termina em uma porteira, aonde chegamos a uma estrada de terra mais batida e um pouco mais movimentada. À frente atravessamos uma enorme ponte de madeira sob o Rio do Frade. A proximidade com Trancoso se revela pelo intenso movimento, cheia de pousadas e bares a poucos metros do mar. A vila ainda guarda o charme de quando foi descoberta pelos hippies na década de 70. A aldeia Jesuíta foi fundada no século XVI. Na famosa "Praça do Quadrado" estão conservadas as primeiras construções do povoado, como a igreja de São João erguida pelos jesuítas em 1656e o casario construído pelos missionários portugueses, que permanece intacto, mas agora com outras serventias. Abriga agora bares restaurantes pousadas, tudo isso rodeado com árvores de cacau, tamarindo, jambo e jaca.
Seguindo em direção a Arraial, atravessamos o Rio Trancoso, que antes de alcançar o mar dá várias voltas formando ilhas e irrigando o mangue de árvores robustas. É talvez o trecho mais fácil de todo o percurso. Sempre pedalando pela praia, este trecho já não é tão deserto como a dos dias anteriores. A todo instante encontramos alguém ou algum bar, aumentando conforme a proximidade de Arraial. Uma das atrações mais encantadoras deste trecho era a Lagoa Azul, que secou misteriosamente.
Arraial d'Ajuda, é um povoado fundado pelos jesuítas em 1549, naquela época uma espécie de ponto de partida para a catequização dos índios da região, hoje conhecida pela agitada vida noturna ao som de forró, lambada e Axé.
Parada em Arraial d'Ajuda. Dormiremos em pousada, com café da manhã.
Fim da nossa jornada.
Bom retorno e espero que tenham gostado.


Estrutura de Apoio:

1- Van que recepcionara e conduzira os bikers do aeroporto de Teixeira de Freitas até a cidade de Prado.
2- Todas as pousadas nestes quatro dias de pedaladas
3- Almoçoem Prado e Corumbau
4- Jipe de apoio. De Prado até Arraial d'Ajuda
5- Agua, frutas, lanches
6- Duas bikers de back up
7- Monitor experiente no trecho
8- Maleta de primeiros socorros
9- Radio comunicadores
10- Ferramentas

 

Barra do Cahy
Barra do Cahy